Olga – 2004

Olga com boine segurando livros em tribunal
Tempo aproximado de leitura: 2 minutos -

Não é a toa que decidi hoje postar um artigo sobre o filme Olga de 2004 por ser hoje o 8M.

Comecei a me interessar por questões sociais quando li “As noites das Grandes Fogueiras” de Domingos Meirelles que relatava parte da história da Coluna Prestes, e ali vi questões chocantes que não aprendíamos na escola sobre nossos presidentes, nossos governantes, sobre os levantes etc.

Mais tarde assisti O Velho (1997) no Cesi em em São Paulo, o cinema que se permitia fumar (bizarro isso) mas eu adorava a ideia de poder lanchar, fumar um cigarrinho enquanto assistia um filme como esse…

Faz sentido a biografia de Olga inspirar esse longa sobre sua bravura, era uma mulher realmente notável, abandonando o luxo de sua familia aristocrática para se juntar à luta social de outra classe.

Sobre a obra

Olga Benário Prestes era judia, nascida em uma família judia alemã em 1908. A militante comunista, que lutou contra o nazismo, foi presa e deportada grávida do Brasil para a Alemanha nazista em 1936, onde foi executada em um campo de concentração em 1942. Sua origem judaica, somada à militância comunista, tornou-a um alvo direto do regime nazista. 

Estou assistindo, mas de cara noto que em 1 hora e 38 minutos de filme seria difícil aprofundar aspectos familiares que levariam Olga a se tornar insurreta, combativa, e adotar a postura e caminho que escolheu trilhar.

Não podemos ver claramente seu ambiente familiar. Se isso interessar precisamos ler sua biografia, e aqui indico (Olga – nova edição 2022 – de Fernando de Morais) que inspirou o longa metragem que estamos comentando. Vou linkar aqui uma entrevista do autor, caso interesse saber um pouco mais.

No filme mostra Olga destemida saltando sobre uma fogueira, e já em seguida, jovem de punho cerrado em uma marcha de militância comunista.

Mais tarde discussões com os pais sobre o menosprezo pela distancia entre colecionar joias enquanto pessoas passam fome, etc. Mas são rápidas cenas que nos posicionam neste lugar de insurgência.

(ainda estou assistindo e analisando a obra, mas já recomendo!)

ONDE ASSISTIR:
Na Amazon Prime e Globo Play

Ficha Técnica Detalhada:

  • Direção: Jayme Monjardim
  • Roteiro: Rita Buzzar (baseado no livro de Fernando Morais)
  • Elenco Principal:
    • Camila Morgado (Olga Benário Prestes)
    • Caco Ciocler (Luís Carlos Prestes)
    • Fernanda Montenegro (Dona Leocádia Prestes)
    • Osmar Prado (Getúlio Vargas)
    • Eliane Giardini (Eugénie Benário)
  • Produção: Nexus Cinema, Globo Filmes, Lumiere
  • Fotografia: Ricardo Della Rosa
  • Trilha Sonora: Marcus Vianna
  • Gênero: Drama, Biografia, Guerra
  • Ano de Lançamento: 2004
  • Duração: 141 minutos
  • País: Brasil
  • Idiomas: Português, Alemão
  • Principais Prêmios: Grande Prêmio Cinema Brasil 2005 (Melhor Atriz, Atriz Coadjuvante, Fotografia, Roteiro Adaptado, Som)

Tenho 54 anos, sou mãe de um jovem trans e venho de uma linhagem de mulheres pardas que me ensinaram resistência. Sou da comunicação, artista por natureza e sempre ligada às artes. Convivo também com meu filho, artista visual, que apurou meu olhar técnico e sensível. Hoje assumo o feminismo de forma consciente, em grupo e em prática. Como mulher madura, mãe e parte de uma história racializada, assisto ao audiovisual buscando representatividade, silêncios, apagamentos e potência.

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