Regras do Banheiro – 2017

Placa amarela com imagem simbólica de meninas à esquerda e meninos à direita - típicas de banheiro
Tempo aproximado de leitura: 2 minutos -

Neste curta canadense, Regras do Banheiro de 2017 vemos uma criança de 10 anos, que não se enquadra na identificação binária de gênero, percorrendo perigosamente seu caminho pela escola em busca de um banheiro seguro.

Nota-se que esse tema já provocou polêmica há bastante tempo no Canadá, mas que os canadenses tratam o assunto de forma confortável, por assim dizer, ousando expor a problemática na pele de uma criança.

Aqui no Brasil, principalmente há quase dez anos, falar em uma criança não binária seria censurado, pois até o atual momento, (2026) o assunto ainda é tabu.

E as discussões rasteiras sobre esse assunto ainda são pautas, como se a comunidade trans não fosse composta por gente e não tivesse as mesmas necessidades que os demais… Não vou tanger aqui essa discussão, até porque os argumentos dos conservadores para criar regras do banheiro são abjetos, em minha opinião.

Voltando ao filme

Vemos uma criança em uma situação extremamente constrangedora, aflitiva e com ares de pesadelo mesmo.

Não encontrei muito material sobre esse curta, então estou supondo que a interessante escolha do diretor em apresentar essa temática vivida por crianças, reside no fato de que este problema começa cedo na sociedade e pode ser resolvido desde essa época. É desnecessário arrastar essas dúvidas até esses jovens se tornarem adultos preconceituosos.

Também me parece menos agressivo ver conflitos infantis do que a ameaça violenta que uma pessoa trans sofre nesses espaços se, por desventura, se deparar com pessoas enviesadas.

Não diminui o impacto que o bullying pode acarretar na vida desses mesmos jovens, se ali a professora que parecia bem intencionada não intervir…

E sabemos também que a escola, os políticos e a sociedade há de evoluir para a compreensão de que as pessoas, independentemente de seu gênero social, PRECISAM ser respeitadas e tratadas com a decência que todos nós, gente-pessoa-humano-sapiens-ora-como-queiram-chamar, merecemos dignidade!

ONDE ASSISTIR:
Looke ou por meio da Amazon, assinando a Looke

Ficha Técnica:

Se este tema te interessa, considere assistir a Série Euphoria que exibe vidas de pessoas que sofrem ao assumir ou não as suas identidades.

Tenho 54 anos, sou mãe de um jovem trans e venho de uma linhagem de mulheres pardas que me ensinaram resistência. Sou da comunicação, artista por natureza e sempre ligada às artes. Convivo também com meu filho, artista visual, que apurou meu olhar técnico e sensível. Hoje assumo o feminismo de forma consciente, em grupo e em prática. Como mulher madura, mãe e parte de uma história racializada, assisto ao audiovisual buscando representatividade, silêncios, apagamentos e potência.

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